Dados do IBGE divulgados em 10 de julho mostram que a variação de preços na habitação foi compensada pela deflação de alimentos e bebidas em junho. O índice registrou uma melhora qualitativa, apesar da alta em energia elétrica residencial.
O grupo Habitação apresentou a maior variação entre os pesquisados, com 0,63% em junho, impulsionado pela energia elétrica residencial. Embora a alta das tarifas tenha desacelerado de 3,67% em maio para 1,53% em junho, o item contribuiu com 0,06 ponto porcentual no cálculo geral do IPCA. Esse aumento foi neutralizado pela deflação de 0,24% no grupo de alimentos e bebidas.
O grupo Despesas Pessoais registrou a segunda maior variação, com 0,25%, destacando-se empregado doméstico (0,53%) e cabeleireiro e barbeiro (0,65%). Analistas apontaram que a queda na parcela de subitens com alta, de 65% em maio para 54% em junho, indica desaceleração mais ampla dos preços.
A economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal, avaliou o IPCA como tendo um “qualitativo bom”, mas alertou para a necessidade de “máxima cautela” do Banco Central devido ao quadro fiscal e às eleições. Por sua vez, a Capital Economics e a XP indicaram que o resultado abre possibilidade para um corte adicional de 0,25 ponto da Selic em agosto.

