O Supremo Tribunal Federal bloqueou R$ 119 milhões dos bens do presidente do PL, por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A medida foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, relator de ações sobre o tema, após investigação da Polícia Federal.
A investigação da Polícia Federal apontou que o ex-deputado contava com autonomia para direcionar recursos, embora deputados federais fossem falsamente apontados como solicitantes para dar aparência de legalidade. A PF identificou pelo menos 21 emendas, totalizando quase R$ 120 milhões, indicadas entre junho de 2024 e março de 2026.
A autoridade judicial determinou o bloqueio dos bens e a suspensão de pagamentos ainda não efetuados, visando o ressarcimento dos cofres públicos caso a irregularidade seja confirmada. A decisão é um desdobramento de uma operação realizada em dezembro de 2025.
A investigação revelou um arranjo funcional informal envolvendo servidores da Câmara dos Deputados. Segundo a PF, a atuação desses servidores tratava as emendas como cotas privadas de agente estranho ao cargo. A defesa do presidente do PL negou qualquer crime, afirmando que o diálogo político é legítimo no sistema democrático.

