Uma moradora do Espírito Santo relatou que uma parente perdeu mais de R$ 500 mil devido ao vício em apostas online. A familiar foi diagnosticada com ludopatia, transtorno de jogo de azar. Especialistas orientam sobre os riscos e as formas de reduzir danos.
O problema, que começou como distração, afetou a rotina da família. A pessoa desenvolveu um comportamento compulsivo, onde o jogo se tornou prioridade, deixando necessidades básicas em segundo plano. A familiar que relatou o caso explicou que muitos jogos usam linguagem infantil para atrair usuários, facilitando o envolvimento sem percepção do risco.
Rodolfo Villaça, professor de Segurança Digital da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), comentou que a ferramenta de autoexclusão, lançada pelo governo federal, auxilia no controle, mas só funciona para plataformas legalizadas. Ele disse que apostas ilegais não são afetadas por esse bloqueio.
João Paulo Cirqueira, psiquiatra, afirmou que a ferramenta é uma estratégia importante para diminuir a exposição ao dano. A familiar da paciente reforçou que o apoio familiar é crucial para identificar sinais como isolamento, irritabilidade e perda financeira, incentivando a busca por tratamento.

