A seleção argentina adota um estilo de jogo cadenciado, priorizando a posse de bola e o ritmo em vez da alta intensidade, conforme apontou Carlo Ancelotti. A equipe, que enfrenta a Suíça nas quartas de final, utiliza um meio-campo talentoso para sustentar o ataque e beneficiar Lionel Messi.
Apesar de registrar a menor distância percorrida (76,1 km) e a penúltima em sprints (63,2) por partida neste Mundial, o técnico Lionel Scaloni mantém a identidade argentina em campo. Este estilo, com foco em meias e poucos pontas, sustenta o segundo melhor ataque da competição, com 14 gols, oito deles de Lionel Messi, e lidera em passes certos com 611.
Comentadores afirmam que a estratégia concentra talentos no meio-campo, como Enzo Fernández e De Paul, permitindo que Messi atue da intermediária para a frente. Rodrigo Coutinho explicou que isso evita o desgaste físico do jogador de 39 anos, permitindo que ele use sua genialidade para gerar desequilíbrio na defesa adversária.
Apesar do ritmo controlado, a Argentina enfrenta o dilema da intensidade, como evidenciado em jogos recentes. O técnico Murat Yakin, da Suíça, responde a essa tática apostando em seu meio-campo e na intensidade para impedir que a seleção argentina dite o ritmo da partida.

