A revogação da inabilitação de Marine Le Pen e a criação de uma sentença ad hoc para condenar suas práticas, mas permitir sua participação nas presidenciais, geram debate sobre a fragilidade das instituições. O texto aponta que movimentos totalitários podem deteriorar sistemas por meio de lobby midiático.
A decisão judicial permite a participação de Marine Le Pen nas eleições presidenciais, apesar de uma sentença ad hoc ter sido criada para condenar suas práticas. O autor da análise afirma que movimentos totalitários não necessitam de comando governamental para deteriorar sistemas, bastando constituir um lobby midiático poderoso para erodir regras sem vencer.
Observa-se um divórcio entre potestas e auctoritas, pois a judicatura prefere suavizar a resolução em vez de transformar a candidata em mártir, o que favoreceria uma vitória do Frente Nacional. O texto alerta para a tendência de delitos se tornarem hazañas que alimentam a hagiografia de líderes para seus eleitores.
A análise conclui que a concessão de tais atos representa uma pendiente resbaladiza, despojando as democracias de sua capacidade operacional. Cada concessão, segundo o texto, diminui a integridade do sistema.

