O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decretou o afastamento cautelar de uma desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) após ela usar “tom jocoso, deboche e excessos verbais” contra juízes e advogados. A decisão foi tomada após a magistrada fazer críticas sobre a produtividade dos diferentes graus de jurisdição em sessão realizada no dia 8 de julho de 2026.
O afastamento foi determinado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, que apontou a existência de registros audiovisuais e notícias veiculadas na mídia jurídica especializada. Segundo o despacho, as falas da desembargadora foram direcionadas não apenas à entidade de classe, mas também aos magistrados atuantes no primeiro grau de jurisdição.
Durante a sessão, a magistrada manifestou-se sobre uma proposta de reestruturação administrativa, afirmando que “O 1º grau não está produzindo nada, enquanto o 2º grau está produzindo loucamente”. A Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Espírito Santo havia solicitado a suspensão do julgamento, alegando que a medida poderia prejudicar a prestação jurisdicional.
A desembargadora, que também responde a outro processo no CNJ por supostas ofensas a colegas, continuará recebendo salário até a deliberação final do plenário. O Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região lamentou o ocorrido e informou que tomará as medidas administrativas cabíveis.

