O governo dos Estados Unidos convidou o Brasil para uma reunião ministerial em Washington, no dia 16 de julho. O encontro, que deve reunir mais de 60 países, tratará do compartilhamento de informações de inteligência e estratégias de contraterrorismo contra o que a administração de Donald Trump chama de “ressurgimento do terrorismo político de extrema esquerda”.
O convite foi enviado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e confirmado pelo Itamaraty e pelo Departamento de Estado. Segundo a pasta americana, grupos de extrema esquerda representam uma ameaça com conexões internacionais. O movimento Antifa está no centro da iniciativa, após uma ordem executiva de setembro de 2025 classificá-lo como organização terrorista doméstica.
A iniciativa busca internacionalizar uma política adotada pelos EUA, que prometeu endurecer ações contra movimentos de esquerda. No entanto, o Itamaraty confirmou o recebimento do convite, mas auxiliares do chanceler Mauro Vieira avaliam que a participação é improvável. A decisão estaria ligada a compromissos de agenda e à orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de evitar tensões diplomáticas.
A reunião ocorre em um contexto de divergências entre Brasília e Washington. Recentemente, os dois governos trocaram críticas após os EUA classificarem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, medida que o governo brasileiro rejeitou por afetar a soberania nacional.

