O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assumiu o controle financeiro e político da Venezuela a partir de Washington, seis meses após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos. O arranjo, que envolve a presidente interina Delcy Rodríguez, centraliza a gestão de recursos naturais e a aplicação de verbas públicas.
De acordo com relatos de funcionários de ambos os países, Rubio atua como administrador da Venezuela, mantendo coordenação com a presidente interina por meio de mensagens de texto. Esse controle se consolidou após Rodríguez aceitar colaborar com as diretrizes da Casa Branca em troca da preservação da infraestrutura nacional.
O Departamento do Tesouro dos EUA arrecada diretamente as receitas das exportações de petróleo venezuelano, comercializadas por Trafigura e Vitol. Essas verbas são liberadas gradualmente por bancos privados locais, permitindo que a equipe de Rubio dite as condições de aplicação e contenha desvios de fundos. Além disso, o secretário de Estado gerencia a concessão de licenças de exceção a sanções, priorizando companhias norte-americanas no setor de energia.
Na esfera de segurança e relações externas, a administração interina submete nomeações de alto escalão ao aval de Washington e encerrou projetos com a estatal russa Rosneft. Em ações de reconstrução após dois terremotos no mês passado, os EUA mobilizaram 900 militares e destinaram cerca de US$ 400 milhões em assistência emergencial.

