O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reagiu à investigação da Polícia Federal contra o presidente do PL pela indicação de emendas parlamentares sem mandato. Motta acusou a operação de tentar “criminalizar a atividade política”, afirmando que a apuração se baseia apenas em inferências.
Motta manifestou inconformismo com a operação, declarando que a decisão não identifica desvio ou abuso de verbas públicas. Segundo o presidente da Câmara, a alocação das emendas está em conformidade com a legislação vigente e com os compromissos institucionais entre o Executivo e o Legislativo.
A investigação da PF apura a atuação de servidores da Câmara, como Mariângela Fialek, Garigham Amarante e Nara Brum. Motta explicou que a autorização dada por parlamentares para que assessores operacionalizem as indicações faz parte do funcionamento administrativo normal da Casa.
A ação judicial, determinada pelo ministro Flávio Dino, resultou no bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do presidente do PL. Ele é suspeito de ser o autor real de indicações e beneficiário político de 21 repasses, mesmo sem possuir mandato parlamentar.

