A senadora Damares Alves decidiu deixar a equipe que auxilia o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a elaborar um plano de governo. A saída ocorreu após ela denunciar ataques misóginos de apoiadores durante a crise familiar envolvendo Michelle Bolsonaro e o enteado.
A ex-ministra, que havia sido convidada para discutir a área de direitos humanos do plano, afirmou em entrevista que já cumpriu o que era necessário no momento. Ela declarou que pode colaborar com a equipe no governo de transição caso Flávio Bolsonaro seja eleito em outubro.
Damares Alves relatou ter sido alvo de ataques diretos do grupo de direita, que ultrapassaram críticas políticas e passaram a atingir sua vida pessoal e familiar. A senadora disse que recebeu ameaças contra sua filha, uma menina indígena, e que foram criadas simulações de violência contra ela.
A parlamentar também comentou que a bancada feminina do Senado começou a avaliar medidas institucionais contra a violência política contra mulheres, independentemente de manifestação formal das vítimas. Ela confirmou que Flávio Bolsonaro não a procurou novamente desde a escalada da crise.

