Uma família em Macapá mantém um meliponário com mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal há cerca de seis anos. A iniciativa, que começou durante a pandemia da Covid-19, promove a meliponicultura, criação de abelhas nativas, conciliando produção e preservação ambiental.
A criação reúne três espécies diferentes, destacando-se as locais uruçu-cinzenta e uruçu-amarela, que se adaptam bem à região. O projeto ganhou força com o engenheiro eletricista e meliponicultor Takao Meguro Portal, que retornou ao Amapá durante o isolamento social. Inicialmente, o mel servia para consumo familiar e tratamento de sequelas respiratórias.
Portal explica que essas abelhas nativas têm uso histórico, sendo manejadas desde o tempo do povo maia. Ele alerta que o manejo exige rotina rigorosa e cuidado, recomendando que novos criadores façam cursos técnicos antes de iniciar a atividade, devido à sensibilidade dos animais.
O processo de produção demanda paciência, levando cerca de três meses para que um enxame, após a divisão de uma colmeia matriz, ganhe força antes da instalação das melgueiras. A legislação brasileira estabelece limites para criadores amadores, permitindo até 49 caixas em residências, exigindo licenças ambientais para plantéis maiores.

