A Polícia Federal investiga a funcionária da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, por suposto peculato em relação a emendas parlamentares de Eduardo Cunha. A servidora, que teria operacionalizado demandas do ex-deputado, é citada em inquérito do Supremo Tribunal Federal que resultou no bloqueio de R$ 6,1 milhões.
A investigação da Polícia Federal aponta que Fialek dominava os procedimentos administrativos de distribuição de emendas e teria usado esse conhecimento para executar decisões fora do fluxo legislativo regular, segundo a decisão do ministro Flávio Dino. A servidora, que atuou como apoio ao ex-deputado, é também alvo de outros dois inquéritos sobre o uso de emendas parlamentares.
Os outros inquéritos apuram suspeitas envolvendo o presidente do PL e decorrem da Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, que teve como alvo o deputado Arthur Lira. A defesa de Eduardo Cunha nega qualquer irregularidade, afirmando que as emendas foram apresentadas oficialmente por parlamentares ou órgãos legitimados.
A funcionária da Câmara, que possui cerca de seis anos de serviço público, já integrou equipes de diferentes governos. Em dezembro de 2025, ela foi alvo de mandado de busca e apreensão da PF, que recolheu seu celular durante a apuração sobre a gestão de emendas.

