A China está construindo uma grande instalação de energia fotovoltaica no deserto de Kubuqi, na Mongólia Interior. O projeto, denominado Grande Muralha Solar, terá cerca de 400 km de extensão e 5 km de largura. A iniciativa busca fornecer uma alternativa de abastecimento energético para metrópoles próximas e combater o avanço das dunas.
A instalação, que se tornará a maior de painéis solares em área desértica, terá capacidade instalada de 60 gigawatts de energia. Segundo autoridades chinesas, o objetivo é garantir o suprimento energético, especialmente nos picos de consumo observados no verão e no início da manhã e à noite. A área dedicada incluirá parques solares existentes, novas construções e planejamentos futuros.
O diretor do Departamento de Silvicultura e Pastagens da Mongólia Interior, Wang Zhaosheng, declarou que o projeto promove um ‘ganha-ganha’ entre o controle da areia e a geração de energia. A iniciativa também visa domar a areia, que ameaça cidades fronteiriças e Pequim. Autoridades chinesas afirmam que a cobertura vegetal na região subiu de 5% para cerca de 30%.
A estrutura dos painéis segue um modelo integrado: a geração de energia ocorre sobre as placas, enquanto embaixo delas se realiza a recuperação do solo. Entre os painéis, deve haver cultivo de vegetação nativa ou adequação para pastagem. Inicialmente, o projeto visava 100 gigawatts, mas a ambição foi reduzida em 40%, conforme informou Li Kai, diretor do Centro de Segurança Energética do Escritório de Energia de Dalad.

