O Irã defendeu neste domingo que a administração do tráfego no Estreito de Ormuz deve ser definida em coordenação com Omã, respeitando a soberania dos dois países costeiros. As conversas, realizadas em Mascate, buscaram um entendimento comum sobre a segurança da rota marítima, considerando o conflito com os Estados Unidos.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, informou que as negociações de sábado reuniram chanceleres e delegações técnicas e jurídicas. As discussões abordaram mecanismos de administração do tráfego marítimo com respeito aos direitos soberanos dos Estados costeiros e ao direito internacional. O Irã e Omã concordaram em manter o diálogo nos níveis político e técnico-jurídico.
Baghaei reiterou que qualquer novo arranjo para o Estreito de Ormuz deve levar em conta a guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista Israel. Paralelamente, o assessor sênior do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, afirmou que o Estreito de Ormuz é um instrumento de dissuasão nacional. Rezaei declarou que o Irã tem o direito de adotar medidas em resposta ao assassinato do líder supremo, segundo o direito internacional.

