Um investidor de 73 anos foi forçado a vender ouro mantido em uma conta de aposentadoria (IRA) tradicional devido à Distribuição Mínima Requerida (RMD). O resgate do metal gera tributação como renda ordinária, o que pode acionar o imposto sobre a Previdência Social e elevar os prêmios do Medicare.
O ouro guardado em IRA tradicional é tributado como renda ordinária no saque. Essa característica fiscal aciona o imposto sobre a Previdência Social quando a renda ultrapassa US$ 25.000 para solteiros ou US$ 32.000 para casais. A RMD, que começa aos 73 anos para quem nasceu entre 1951 e 1959, obriga o custodiante a vender o metal ou realizar uma distribuição em espécie.
Diferentemente de uma conta de corretagem tributável, onde o ouro é classificado como coletável com ganhos de longo prazo limitados a 28%, cada dólar retirado de IRA tradicional é tributado na alíquota marginal do indivíduo. Esse caráter de renda ordinária é o que dispara o imposto sobre a Previdência Social, cujos limites não mudam desde os anos 1980 e 1990.
O impacto se estende ao Medicare. Os prêmios utilizam uma análise de dois anos da renda bruta ajustada modificada (MAGI). Um grande saque de ouro em um ano fiscal pode aumentar os prêmios do Medicare dois anos depois. Especialistas sugerem manter um fundo de caixa dentro do IRA ou considerar distribuição caritativa qualificada a partir dos 70 anos e meio para evitar o aumento da renda tributável.

