O governo federal intensificou articulações neste domingo, 12, para impedir uma paralisação de caminhoneiros em função do impasse sobre a Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete, no Senado. A Advocacia-Geral da União (AGU) e ministros foram alertados sobre o risco de mobilização nacional caso a proposta não seja votada.
A MP do Frete, que visa alterar regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas, reforça mecanismos de fiscalização e estabelece um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do setor. A proposta modifica a metodologia de cálculo dos pisos, determinando que sejam considerados custos operacionais, como combustível, manutenção e seguros.
O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores anunciou uma paralisação nos portos a partir da meia-noite de segunda-feira. O líder da categoria cobrou uma definição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que a MP não caduque.
Apesar da ameaça, integrantes do governo avaliam que ainda há espaço para um entendimento nesta segunda-feira, 13, visando viabilizar a votação da medida provisória. A Câmara dos Deputados aprovou a MP em 17 de junho, incluindo um dispositivo que concede perdão a multas aplicadas a transportadores punidos por bloqueios de rodovias após as eleições de 2022.

