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Cultura

Justiça reabre provas em ação de cantor contra marca

Carla Fernandes
Última atualização: 13 de julho de 2026 14:40
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A Justiça do Rio de Janeiro reabriu a fase de produção de provas na ação movida por Caetano Veloso contra a marca Osklen e seu empresário. O processo visa apurar se a empresa utilizou a imagem e referências do movimento Tropicália sem autorização do artista.

A juíza substituta Priscila Fernandes Miranda Botelho da Ponte, da 1ª Vara Empresarial da capital, determinou que as partes apresentem documentos, testemunhas ou perícias. A magistrada rejeitou o argumento da Osklen de que o cantor não teria legitimidade para mover a ação, afirmando que essa questão será analisada no julgamento final.

A ação, iniciada em 2023, alega que a coleção “Brazilian Soul” utilizou elementos ligados ao tropicalismo e ao álbum “Transa”, além de publicações com a imagem do artista. Caetano pede cerca de R$ 1,3 milhão em indenizações, além da retirada de materiais associados à coleção. A Osklen nega as acusações, alegando que a Tropicália é um movimento cultural coletivo.

O caso teve reviravoltas judiciais. Em junho de 2024, a Justiça rejeitou os pedidos do cantor. Contudo, em 11 de março de 2026, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou a sentença, pois entendeu que o artista não teve oportunidade suficiente para apresentar provas. O processo retornou à 1ª Instância para a nova fase de produção de provas.

TAGGED:Caetano Velosodireitos autoraisjustica-rjosklenpropriedade intelectualtropicália
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