O governo negociou um acordo com a oposição para alterar trechos da Medida Provisória 1.343 de 2026, conhecida como MP do Frete. A negociação visa viabilizar a votação da medida no Senado na quarta-feira, dia 14 de julho, após greve de caminhoneiros iniciada no domingo.
O senador Randolfe Rodrigues afirmou que o Palácio do Planalto construiu um acordo para modificar pontos da MP do Frete, como o piso salarial e a anistia a caminhoneiros. Para que o texto não precise retornar à Câmara dos Deputados, o governo dividiu as alterações em emendas de redação e vetos presidenciais, definindo até cinco dispositivos a serem modificados.
Sobre o piso salarial, o acordo prevê a manutenção do valor para motoristas de longa distância, mas sem a fixação de um montante nominal na lei. O governo também vetará o artigo 4º da medida provisória, que concedia anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias federais após as eleições presidenciais de 2022.
O líder governista declarou que outras demandas da oposição serão ajustadas por vetos e emendas de redação. Ele comunicou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que o acordo foi construído e a MP estaria pronta para votação, afirmando que a Secretaria Geral da Presidência da República mantém diálogo com os manifestantes para conter a paralisação nacional.

