Os preços dos aluguéis residenciais acumularam alta de 5,24% no primeiro semestre de 2026, conforme levantamento do Índice FipeZAP. O aumento superou o IPCA, que subiu 3,36% no mesmo período, e o IGP-M, que registrou 3,27%. A valorização contínua pressiona o orçamento das famílias que buscam imóveis para locação.
Apesar de uma ligeira desaceleração em junho, quando o reajuste médio foi de 0,81%, o aumento ficou cinco vezes acima da inflação oficial do mês, que foi de apenas 0,16%. Esse movimento ocorre enquanto o mercado imobiliário lida com juros elevados no crédito habitacional, o que mantém muitos consumidores no mercado de locação por mais tempo.
O desequilíbrio entre oferta e procura sustenta os preços nas grandes cidades. Das 22 capitais monitoradas, 21 registraram aumento no semestre. Aracaju liderou a valorização com alta de 16,82%, enquanto São Luís foi a única capital que apresentou queda, de 1,21%. Em 12 meses, os aluguéis subiram 9%, quase o dobro da inflação oficial de 4,64%.
O preço médio da locação residencial nas 36 cidades pesquisadas atingiu R$ 53,79 por metro quadrado. Em termos de investimento, o retorno médio anual para imóveis residenciais é de 6,13%, com maior rendimento em Recife (8,56% ao ano) e Cuiabá (8,29%).

