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Justiça

Mulher resgatada de trabalho análogo à escravidão tem direito a R$ 1,5 milhão

Carla Fernandes
Última atualização: 14 de julho de 2026 05:20
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Uma mulher de 62 anos foi resgatada de condições análogas à escravidão em um condomínio de alto padrão no Eusébio, Ceará. A operação, realizada por equipes de fiscalização, identificou que a trabalhadora permaneceu décadas vinculada à mesma família, sem autonomia financeira.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a família após a fiscalização. O acordo prevê o pagamento de R$ 50 mil em verbas rescisórias e a compra de uma casa com valor mínimo de R$ 150 mil, equipada com móveis e eletrodomésticos essenciais.

Auditores fiscais do trabalho estimam que a trabalhadora possa ter direito a cerca de R$ 1,5 milhão em indenizações, devido à falta de proteção legal durante os anos de dedicação aos cuidados da família. Uma representante da Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará afirmou que a retirada imediata do imóvel poderia causar danos emocionais maiores.

A dona da residência, Zamara Andrade, foi exonerada de um cargo comissionado na Prefeitura de Fortaleza após a ação. O advogado da família reconheceu a ausência de carteira assinada e FGTS, mas negou a ocorrência de trabalho análogo à escravidão, alegando que a mulher realizava outras atividades, como venda de semijoias. O relatório da operação será encaminhado à Polícia Federal para apurar responsabilidade criminal.

TAGGED:Cearádireitos trabalhistasescravidão-modernaIndenizaçãoresgateTrabalho Doméstico
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