O senador Flávio Bolsonaro declarou em rede social que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é “um injustiçado, um perseguido, um homem censurado”. A afirmação foi feita na madrugada desta terça-feira (14/07/2026), um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspender as visitas do senador ao ex-presidente por 90 dias.
O senador questionou seus seguidores sobre a capacidade de suportar a perseguição que o ex-presidente enfrenta. Ele publicou um vídeo exaltando a conduta pessoal e política do pai, pedindo a mobilização de apoiadores. Flávio Bolsonaro afirmou que a simplicidade do ex-presidente é uma característica de sua vida, e não uma estratégia eleitoral, citando o hábito de comer pastel com caldo de cana em barracas de rua.
O senador também declarou que o ex-presidente nunca utilizou cartão corporativo pessoal durante os quatro anos de mandato. Segundo Flávio, o pai poderia gastar até R$ 20.000 por mês, mas não chegou a criar senha para o cartão, afirmando que “nunca usou. Zero”.
A decisão do ministro Moraes ocorreu após a divulgação de uma carta política de Bolsonaro, na qual ele apoiava a pré-candidatura do filho e o chamava de “porta-voz”. O ministro apontou possível descumprimento de proibição imposta ao ex-presidente de usar perfis de terceiros, determinando que a defesa se manifestasse sobre o episódio.

