A primeira-dama, Rosângela da Silva, afirmou nesta segunda-feira (13) que defende a divisão de 50% das cadeiras da Câmara e do Senado entre homens e mulheres. Ela propôs a criação de duas listas de eleitos, uma para cada gênero, em entrevista.
A primeira-dama declarou que sua proposta visa superar o sistema de cotas atual. “Há dois anos, eu tenho falado que não quero mais cota. Eu quero 50% de cadeiras para as mulheres”, disse Rosângela da Silva.
Questionada sobre sua atuação no governo, apesar de não exercer cargo público, ela comentou que a imprensa não demonstra interesse nos mecanismos de transparência já disponibilizados pelo Planalto. Ela explicou que não se considera responsável pela falta de interesse público, afirmando: “Se a imprensa não quer saber, ou as pessoas não querem saber e não me procuram, aí não é responsabilidade minha.”
Rosângela da Silva também manifestou solidariedade a ex-primeira-dama e senadora, concordando que ambas são alvos de misoginia na política. Ela disse que a violência contra a mulher “não tem lado. Não tem direita nem esquerda, conservador ou progressista.”

