Pesquisa divulgada nesta terça-feira (14) aponta que 62% dos brasileiros não interviriam ao presenciar uma agressão contra criança em público. O levantamento, realizado pelo Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis) em parceria com a Quaest, revela a passividade social diante da violência infantil.
O estudo, intitulado “Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes”, também indicou que 32% dos entrevistados não fariam nada se vissem palmadas ou puxões de orelha em criança na rua, justificando a omissão pelo entendimento de que “cada um sabe da própria vida”. Apenas 21% dos entrevistados afirmaram abordar o responsável, como ocorreu em um caso recente no Paraná.
Em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, um homem foi preso após câmeras de segurança flagrarem o momento em que ele chutou o rosto da própria filha de 3 anos. O suspeito foi investigado pela Polícia Civil. Em depoimento, o homem afirmou que agrediu a criança porque ela estava “chorando e berrando na rua”.
Apesar da omissão, a maioria da população condena atos agressivos. O levantamento mostrou que 91% rejeitam ofensas verbais e 79% condenam agressões com objetos. O CEO da Quaest, Felipe Nunes, comentou que os adultos demonstram medo de exagerar, seja para mais ou para menos, reproduzindo padrões de violência.

