O ministro Kássio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs a criação de um “selo de acurácia” para institutos de pesquisa. A iniciativa visa premiar empresas com maior nível de acerto nos resultados eleitorais, sendo apresentada em reunião com diretores de 19 instituições.
A minuta de portaria, acessada por veículos de comunicação, estabelece que o selo seria entregue após o segundo turno, em data a ser definida. A avaliação considerará apenas pesquisas divulgadas nos sete dias que antecedem o pleito e o boca de urna. O documento especifica que empresas condenadas por irregularidades graves serão excluídas da premiação.
Participantes do encontro levantaram preocupações sobre o recorte temporal. O diretor-executivo da Real Time Big Data, Lucas Thut Sahd, afirmou aos jornalistas que “A pesquisa é uma foto do momento eleitoral. É difícil falarmos em acerto de uma pesquisa, por exemplo, se não considerarmos a relevância do tempo”.
O ministro Kássio Nunes Marques declarou que o selo tem caráter exclusivamente honorífico, sem gerar direito ou vantagem perante a Administração Pública. Além disso, os ministros do TSE enfatizaram que a Corte não pretende estabelecer quais metodologias são corretas ou erradas, conforme comentou Yuri Sanches, da Atlas Intel.
O prazo para que os institutos apresentem sugestões ao TSE sobre o selo é até sexta-feira (17). A premiação, que deverá ser adotada pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), busca refletir objetivos de excelência técnica e credibilidade.

