O Parlamento de Israel aprovou uma lei que suspende a prisão de estudantes ultraortodoxos que se recusam a cumprir o serviço militar. A medida, votada por 58 a 54, ocorreu dias antes da dissolução do Knesset para eleições em 27 de outubro.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conduziu negociações com os partidos ultraortodoxos, que historicamente se opõem ao recrutamento. Os líderes dessa comunidade argumentam que o serviço militar afasta os jovens dos estudos religiosos e enfraquece seu modo de vida. Atualmente, a legislação suspende prisões de estudantes em seminários judaicos ultraortodoxos (yeshivás) até 30 de novembro.
Para ser reconhecido como estudante, o indivíduo deve dedicar pelo menos 45 horas semanais ao estudo de textos religiosos. Espera-se que o Ministério da Defesa elabore a lista de instituições abrangidas pela nova lei. A Suprema Corte de Israel já havia questionado a isenção, culminando em uma decisão de 2024 que exigia o recrutamento dos ultraortodoxos.
A oposição criticou a iniciativa no plenário, chamando-a de “vergonha”. Um ex-chefe das Forças Armadas afirmou que a votação representou “as mãos da coalizão mais insensata da História de Israel”, alegando que o governo enfraquece o Exército em meio a conflitos.

