O Japão aprovou um projeto de lei na Câmara dos Representantes para revisar a legislação de sucessão imperial. A medida busca solucionar a questão do número reduzido de membros da Família Imperial, mantendo a tradição patrilinear, segundo o governo.
A monarquia hereditária, a mais antiga do mundo, restringia a sucessão a descendentes patrilineares. O projeto, apresentado pelo governo da Primeira-Ministra Sanae Takaichi, prevê dois pilares principais: permitir a adoção de homens com 15 anos ou mais, oriundos de 11 antigas linhagens masculinas, e permitir que mulheres da casa mantenham seu status após casarem com plebeus.
Apesar de proibir que membros adotados ocupem o posto máximo, a legislação permitiria que seus descendentes do sexo masculino fossem elegíveis. A lei atual exige que apenas homens com ancestral comum na linhagem paterna possam ocupar a posição, e mulheres perdem o status ao se casarem.
O texto foi elaborado após ouvir 13 partidos e grupos parlamentares. Contudo, a inclusão da possibilidade de filhos adotivos de antigas famílias se tornarem sucessores gerou críticas de partidos da oposição.

