A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito da Operação Sem Desconto e indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros indivíduos por suspeita de participação em um esquema de descontos irregulares. A investigação apura cobranças indevidas em aposentadorias e pensões, afetando beneficiários vinculados à Conafer.
O relatório da Polícia Federal aponta que 48 pessoas foram indiciadas por suspeita de corrupção e outros crimes. O esquema, investigado desde abril do ano passado, teria causado prejuízos estimados em cerca de R$ 6 bilhões por meio de descontos aplicados sem autorização dos segurados da Previdência Social.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, além de um ex-procurador-geral da autarquia e um ex-diretor de Benefícios. Segundo a investigação, parte dos suspeitos está presa desde 17 de dezembro do ano passado. A Polícia Federal decidiu concluir este núcleo da apuração antes de avançar em desdobramentos futuros do caso.
O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria. Como o procedimento tramita sob segredo de Justiça, a Polícia Federal não divulgou o conteúdo detalhado das conclusões. A defesa de um dos indiciados informou que ainda não teve acesso ao relatório.

