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Leitura: Especialistas alertam sobre impactos da violência na educação
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Educação

Especialistas alertam sobre impactos da violência na educação

Carla Fernandes
Última atualização: 15 de julho de 2026 06:20
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Pesquisadores do Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis) e da Quaest apontam que a violência física e verbal na educação gera consequências duradouras na vida das crianças. O estudo, divulgado recentemente, mostra que agressões comprometem o desenvolvimento cerebral e podem perpetuar ciclos de violência entre gerações no Brasil.

O levantamento revelou que 62% dos entrevistados reconhecem ter gritado com filhos, e 65% afirmam ter sofrido agressões físicas na própria infância. Segundo o pediatra Daniel Becker, do ponto de vista neurológico, a violência na infância hipertrofia áreas do cérebro ligadas ao estresse, afetando o desenvolvimento cognitivo.

Os dados também indicam que a violência é socialmente naturalizada: 62% dos brasileiros não intervêm ao presenciar agressão em público. Manuela Santos, doutora em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), avalia que, mesmo com o diálogo como ideal, os adultos recorrem a modelos aprendidos em momentos de estresse, naturalizando a violência.

Apesar da Lei da Palmada, sancionada em 2014, que proíbe castigos físicos, a pesquisa aponta uma lacuna entre o que é considerado correto e a prática. Márcia Kalvon, diretora-executiva do Infinis, argumenta que o diálogo, acompanhado de afeto, é a forma mais protetiva de educar, prevenindo a violência futura.

TAGGED:ciclo-violenciadesenvolvimento-cerebraldireitos-criançaeducaçãosaúde mentalviolência infantil
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