O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas de um senador ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Zema, pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, afirmou em entrevista que o entendimento do STF demonstra a “disfuncionalidade” da corte. Segundo o ex-governador, o envio de cartas por detidos é um fato “normal” e não deve ser objeto de ações da Suprema Corte.
A decisão de Moraes ocorreu após o senador ler uma carta do ex-presidente, na qual este pedia união do campo conservador para as eleições de outubro. O ministro do STF havia entendido que o ex-presidente desrespeitou medida cautelar que proibia o uso de redes sociais e determinou investigação de suposta propaganda eleitoral antecipada.
Zema declarou que o STF age “mais como um tribunal político do que um tribunal jurídico”, indicando “perseguição política”. Ele argumentou que a análise de correspondências é competência de juiz de primeira instância, e não do Supremo Tribunal.
O senador, por sua vez, disse que a determinação de Moraes foi “desproporcional” contra o ex-presidente e uma tentativa de “interferir nas eleições”. Com a medida, o contato do senador com o pai só será permitido após o primeiro turno do pleito, marcado para o dia 4 de outubro.

