O Tesouro dos Estados Unidos designou o State Street SPDR Portfolio S&P 500 (SPYM) como investimento padrão para os novos ‘Trump Accounts’ de recém-nascidos. A decisão, que entrou em vigor em 4 de julho de 2026, direciona os US$ 1.000 de contribuição do Tesouro para este fundo de baixo custo.
O SPYM acompanha o índice S&P 500 com uma taxa de despesa de 0,02%, um valor inferior ao do ETF Vanguard S&P 500 (VOO), que cobra 0,03%. A escolha do fundo se tornou um tema de política, pois cada recém-nascido elegível recebe uma contribuição de US$ 1.000 do Tesouro, que é aplicada integralmente no ativo.
Embora o fundo seja considerado um investimento básico de baixo custo, a composição da carteira gera questionamentos sobre diversificação. Os dez maiores ativos do SPYM representam 36% dos recursos, e o setor de tecnologia corresponde a cerca de 33,4% da exposição, segundo a State Street.
Para quem busca exposição passiva ao mercado americano de grande capitalização, o SPYM é visto como um ativo central legítimo. Contudo, especialistas apontam que a diversificação real exige a combinação do fundo com ativos internacionais, pequenas empresas ou títulos, e não com outros fundos do S&P 500.

