Uma loja localizada na Rua 25 de Março, em São Paulo, servia para lavar dinheiro de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. A investigação, coordenada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, resultou no cumprimento de 10 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão.
O estabelecimento, que vendia capinhas de celular, tinha capital social declarado de R$ 50 mil. Contudo, as investigações revelaram que quase R$ 50 milhões foram movimentados em dois anos, configurando o uso da loja para dar aparência de legalidade aos recursos ilícitos.
A operação, denominada Operação Hawala, mira um esquema maior suspeito de movimentar mais de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024. O grupo investigativo também apura possível conexão com a organização terrorista Al Qaeda, baseada em relação comercial com um homem sancionado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira (15), quatro suspeitos foram detidos na capital paulista. Eles fazem parte de um grupo de 22 denunciados, acusados de lavar dinheiro para facções como o Comando Vermelho (CV), o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Terceiro Comando Puro (TCP). O esquema também promovia receptação qualificada e venda de produtos falsos.

