A defesa de Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15), que o ex-presidente não sabia da divulgação pública de uma carta de apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PL. A manifestação responde a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que levou o ex-presidente à prisão por tentativa de golpe.
Os advogados afirmaram que Bolsonaro “jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”. Segundo a defesa, a referência feita pelo senador durante a leitura do documento foi uma manifestação proferida por ele e não correspondia a algo previamente conhecido pelo ex-presidente.
A carta foi entregue a um filho durante uma visita regularmente autorizada. Os defensores explicaram que o pai repassou o texto ao filho sem prever ou autorizar que o teor fosse levado ao conhecimento público ou divulgado na internet. Os advogados também declararam que o ex-presidente observa rigorosamente as restrições impostas pela Justiça, como a proibição de uso de aparelhos de comunicação e acesso a redes sociais.
A defesa argumentou que o ex-presidente já redigiu outros manuscritos sob as mesmas restrições do STF. Os defensores reiteraram o compromisso de Bolsonaro em cumprir todas as regras e medidas cautelares determinadas pelo ministro desde o início do benefício da prisão domiciliar humanitária.

