O dólar à vista encerrou a sessão desta quarta-feira, 15, cotado a R$ 5,0785, com alta de 0,01%. O real demonstrou fôlego reduzido, pressionado pela perspectiva de confirmação do tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros e por questões domésticas.
Apesar do cenário externo favorável a moedas emergentes, o câmbio sofreu com o aumento dos prêmios de risco interno. Economistas afirmam que a ampliação do favoritismo do presidente na disputa presidencial sinaliza a manutenção da política fiscal atual, o que gera cautela entre investidores.
A ameaça comercial dos Estados Unidos é um fator de peso. Há expectativa de confirmação do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, embora com uma lista ampliada de exceções. O índice DXY, que mede a moeda americana frente a seis divisas fortes, recuava cerca de 0,40% no fim da tarde, ao redor dos 100,526 pontos.
No mercado acionário, o Ibovespa fechou em queda, em 176.010,90 pontos. A cautela foi reforçada pela aprovação da PEC 14/2021 no Senado, que pode impactar as contas públicas em R$ 28 bilhões em dez anos, segundo cálculos do Ministério da Previdência Social. Pesquisas eleitorais também influenciaram o movimento, mostrando avanço do presidente na corrida presidencial.

