O Partido Liberal (PL) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a consideração de irregularidade na pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada em 1º de julho. A representação, distribuída ao ministro André Mendonça, alega vícios de auditabilidade e ausência de arquivos técnicos obrigatórios.
A peça protocolada pela sigla aponta falhas metodológicas e ausência de documentos sobre a abrangência territorial e demográfica do levantamento, registrado sob o número BR-04582/2026. Segundo o PL, a falta desses arquivos impede a auditoria sobre a coleta de dados.
A AtlasIntel negou as irregularidades, afirmando em nota que todos os arquivos exigidos pela legislação eleitoral foram submetidos no prazo. O instituto declarou que a não visualização pública pode ser um “problema de natureza técnica relacionado ao próprio sistema do TSE”.
O CEO da empresa, Andrei Roman, comunicou que a impugnação se baseia em erro do sistema e que o instituto não alterará seus estudos por pressão. O levantamento contestado indicava Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46,3% das intenções de voto no primeiro turno e 48,8% no segundo turno.

