A líder opositora venezuelana, María Corina Machado, anunciou nesta quarta-feira, 15, que retornará ao país para atuar como força estabilizadora. Ela também solicitou apoio dos países europeus para auxiliar na reconstrução da Venezuela, em meio a uma grave crise humanitária.
Machado declarou, durante participação em evento promovido pelo Partido Popular Europeu, que seu objetivo é canalizar o retorno por uma via cívica. A opositora propõe atuar como “força estabilizadora, pacificadora e ordenadora” para facilitar uma transição democrática no país. Ela criticou a ideia de reconstrução feita por quem causou a tragédia, afirmando que isso “é ignorar a realidade”.
A líder opositora, exilada desde dezembro de 2025 após receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega, passou cerca de 16 meses na clandestinidade após as eleições presidenciais de julho de 2024. O governo dos Estados Unidos declarou que não impedirá o regresso, afirmando que ela tem direito a voltar como cidadã venezuelana.
O anúncio ocorre em contexto de crise humanitária agravada por terremotos de 24 de junho, que mataram mais de 3,5 mil pessoas. Apesar dos obstáculos, como o fechamento do espaço aéreo comercial pelo regime venezuelano, Machado reafirmou sua determinação, dizendo que está “disposta a fazer o que for preciso” para entrar no país.

