As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam estáveis na quarta-feira, sustentadas por notícias políticas internas no Brasil. O mercado nacional reagiu a desfavoráveis desenvolvimentos na candidatura de um senador e à expectativa de novas tarifas dos EUA, enquanto rendimentos de Treasuries caíram no exterior.
A curva a termo brasileira manteve-se estável, em contraste com o cenário internacional, onde os rendimentos dos Treasuries despencaram após a divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos. No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 registrou 13,865%, com queda de 1 ponto-base em relação ao ajuste anterior.
Um fator de sustentação interno foi o noticiário político. A imprensa reportou um novo fator negativo para a candidatura do senador, envolvendo uma foto com um indivíduo ligado a suposto financiamento de filme. Paralelamente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que a medida provisória sobre renegociação de dívidas rurais será editada nesta quarta-feira, prevendo a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões.
Adicionalmente, o Brasil se prepara para a imposição de uma tarifa de 25% pelos EUA, que pode atingir mais de 4 mil produtos brasileiros. A analista Laís Costa, da Empiricus Research, comentou que a curva brasileira se descolou do exterior, sendo a dinâmica interna de eleição o fator determinante.

