Atrasar o recebimento do benefício do Seguro Social até os 70 anos garante um aumento anual de 8% no valor. Contudo, essa estratégia pode gerar um custo oculto, elevando a distribuição mínima obrigatória (RMD) de contas de aposentadoria e alterando a faixa de tributação do aposentado.
O adiamento do benefício, embora garanta um acréscimo de 8% ao valor mensal, faz com que o saldo de contas de aposentadoria, como um IRA de US$ 600.000, continue crescendo. De acordo com cálculos, se o valor não for utilizado para despesas ao longo dos anos, a RMD pode saltar de aproximadamente US$ 22.600 para cerca de US$ 27.000 ao atingir os 73 anos.
Essa interação entre o benefício maximizado e a RMD crescente pode levar o aposentado a faixas de imposto mais altas. Para um contribuinte solteiro em 2026, por exemplo, a combinação de um benefício alto com uma RMD elevada pode mover o indivíduo da faixa de 12% para a de 22%, fazendo com que até 85% do benefício do Seguro Social se torne tributável.
A alternativa é reduzir o saldo do IRA durante o período de espera, utilizando o dinheiro para despesas. Essa ação diminui a base de cálculo da RMD futura, reduzindo a conta de impostos, embora o crédito de 8% do Seguro Social permaneça o mesmo. O dilema reside em escolher o caminho que resulta na menor carga tributária ao longo da vida.

