O governo brasileiro anunciou um programa de apoio a empresas afetadas pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos. A medida, que atinge 26,2% dos produtos brasileiros, foi classificada pelo Planalto como “unilateral” e “ilegal”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que o governo desenvolverá um programa de auxílio para as empresas atingidas pela nova taxa americana. Ele informou que a Apex e a ABDI trabalharão para abrir novos mercados para os produtos brasileiros. Alckmin criticou a decisão, afirmando que ela é “injusta e descabida”, e lembrou que os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil.
A imposição da tarifa ocorreu após investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A investigação apurava supostas práticas desleais, incluindo o uso do Pix e questões ambientais. Em resposta, o governo divulgou nota classificando a ação como um “marco lastimável” nas relações bilaterais.
Em sua reação, o Planalto informou que iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade Econômica e retomará o debate no mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). A nota também rebateu as alegações do USTR sobre o Pix e o desmatamento, citando um superávit de US$ 424,5 bilhões dos EUA no comércio com o Brasil nos últimos 15 anos.


