A repressão à mídia na Rússia escalou após o início da guerra da Ucrânia, em fevereiro de 2022. O governo classifica veículos independentes como ‘agentes estrangeiros’ ou ‘organizações indesejáveis’, forçando o fechamento de canais e o exílio de jornalistas.
A estratégia repressiva russa utiliza um conjunto de instrumentos legais. O status de ‘agente estrangeiro’, criado em 2012, impõe obrigações administrativas e exige que publicações exibam o rótulo, visando estigmatizar vozes críticas ao Kremlin. Cerca de 500 jornalistas e veículos estão sob essa classificação.
Outros mecanismos incluem a designação como ‘organização indesejável’, que proíbe atividades na Rússia e sujeita colaboradores a processos criminais. A designação ‘terrorista’ acarreta congelamento automático de bens e penas de até 12 anos de prisão, sendo o nível mais alto do arsenal repressivo.
De acordo com o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), mais de 25.000 sites foram bloqueados por notícias de guerra desde 2022. Em 2026, a agência Rosfinmonitoring listou pelo menos 60 jornalistas como ‘extremistas’ ou ‘terroristas’. A Rússia ocupa a 172ª posição no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2026.

