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Leitura: Rússia intensifica repressão a jornalistas com leis de ‘agente estrangeiro’
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Mundo

Rússia intensifica repressão a jornalistas com leis de ‘agente estrangeiro’

Carla Fernandes
Última atualização: 16 de julho de 2026 20:30
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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A repressão à mídia na Rússia escalou após o início da guerra da Ucrânia, em fevereiro de 2022. O governo classifica veículos independentes como ‘agentes estrangeiros’ ou ‘organizações indesejáveis’, forçando o fechamento de canais e o exílio de jornalistas.

A estratégia repressiva russa utiliza um conjunto de instrumentos legais. O status de ‘agente estrangeiro’, criado em 2012, impõe obrigações administrativas e exige que publicações exibam o rótulo, visando estigmatizar vozes críticas ao Kremlin. Cerca de 500 jornalistas e veículos estão sob essa classificação.

Outros mecanismos incluem a designação como ‘organização indesejável’, que proíbe atividades na Rússia e sujeita colaboradores a processos criminais. A designação ‘terrorista’ acarreta congelamento automático de bens e penas de até 12 anos de prisão, sendo o nível mais alto do arsenal repressivo.

De acordo com o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), mais de 25.000 sites foram bloqueados por notícias de guerra desde 2022. Em 2026, a agência Rosfinmonitoring listou pelo menos 60 jornalistas como ‘extremistas’ ou ‘terroristas’. A Rússia ocupa a 172ª posição no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2026.

TAGGED:censuraguerra-ucraniaLiberdade de Imprensamídia-independenterepressao-jornalisticarússia
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