O debate sobre sustentabilidade precisa incorporar uma terceira dimensão, a civilizatória, para além das esferas política e econômica. Segundo o autor, essa visão é necessária para compreender a profundidade dos desafios ambientais e sociais atuais.
A discussão sobre sustentabilidade tradicionalmente se divide em duas áreas. A dimensão política envolve a negociação de acordos internacionais e a aprovação de legislações por governos. A dimensão econômica foca em como empresas e investidores veem oportunidades de inovação e competitividade. Contudo, o autor afirma que essas duas perspectivas são insuficientes para explicar a complexidade do tema.
A dimensão civilizatória aborda os elementos básicos que sustentam a vida humana, como água, energia, alimentos e estabilidade climática. Esses recursos não pertencem ao mercado nem à política, mas constituem a base da civilização. Um exemplo é a floresta: enquanto a política a trata em acordos e a economia em bioeconomia, a dimensão civilizatória reconhece seu papel em regular o ciclo da água e proteger a biodiversidade.
O autor aponta que essa visão mais ampla pode construir consensos. Ele menciona que o Brasil possui potencial para liderar a nova economia da energia, dada sua matriz elétrica renovável e biodiversidade. A conclusão é que o desenvolvimento depende da capacidade de preservar as bases que sustentam a própria civilização.

