Donald Trump acusou a China de hackear e comprar informações de eleitores norte-americanos para interferir na eleição de 2020. O ex-presidente afirmou, em pronunciamento na noite de quinta-feira, 16, que o governo de Pequim obteve ilegalmente dados de dezenas de milhões de cidadãos em 18 estados dos EUA.
Trump ordenou que o FBI e o Departamento de Justiça abram um inquérito para punir os envolvidos na invasão estrangeira. O ex-presidente declarou que as autoridades federais já tinham conhecimento dos crimes, mas a gestão do então presidente paralisou as apurações. Ele citou um caso em Muskegon, Michigan, como exemplo das falhas de segurança do país.
O discurso de Trump também funciona como pressão sobre o Senado para aprovar o projeto de lei “Salve a América”. A proposta endurece as regras para participação em eleições federais, exigindo comprovante de cidadania e documento de identidade oficial no momento do voto. Congressistas do Partido Democrata criticam a medida, alegando que ela dificultará o acesso ao voto de minorias e populações pobres.
O mandatário norte-americano rebateu os críticos, afirmando que o objetivo da denúncia é corrigir falhas do modelo atual e proteger a soberania nacional, e não destruir a credibilidade da democracia americana.

