A ação da Oracle (NYSE:ORCL) caiu 33,43% no último mês, atingindo perto da mínima de 52 semanas, mas analistas de Wall Street defendem que o papel pode triplicar em 12 meses. O mercado avalia a empresa, que vende software empresarial, com um preço-alvo de consenso de US$ 251,85, contra o valor atual de US$ 124,21.
A queda recente da Oracle ocorreu após a empresa se reinventar como provedora de datacenters multicloud, atendendo demandas de treinamento e inferência de inteligência artificial. Analistas basearam sua tese otimista em um backlog contratado de US$ 638 bilhões, que cresceu 363% no ano. O crescimento da receita de infraestrutura em nuvem atingiu 93% no trimestre de junho, representando 52% da receita total.
O S&P rebaixou a classificação de crédito da Oracle para BBB-, citando riscos de dívida decorrentes dos gastos em infraestrutura de IA e a concentração de negócios com a OpenAI. Além disso, a empresa registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 23,69 bilhões no ano fiscal de 2026, com previsão de mais US$ 70 bilhões em gastos de capital para 2027.
O executivo John DiFucci, da Guggenheim, manteve o preço-alvo em US$ 400, afirmando que a ansiedade do mercado ignora o sinal do backlog. Ele espera que o fluxo de caixa livre se recupere drasticamente a partir do ano fiscal de 2029, quando os gastos iniciais em infraestrutura se converterem em receita recorrente de alta margem.

