O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, ameaçou autoridades eleitorais locais com pena de prisão nesta sexta-feira. A ameaça ocorreu após Mullin reiterar alegações não comprovadas do presidente Donald Trump sobre a segurança das eleições americanas.
Mullin manteve os argumentos do presidente, repetindo a alegação de que o governo encontrou centenas de milhares de não cidadãos nos cadastros eleitorais em pelo menos quatro estados. Nem o secretário, nem o presidente forneceram detalhes sobre a origem desses números, e autoridades de pelo menos dois estados afirmaram que seus cadastros eleitorais estão atualizados.
O secretário também reforçou alegações de que agentes estrangeiros poderiam explorar vulnerabilidades nos sistemas eleitorais para alterar votos, sem apresentar provas de ocorrência. Especialistas em cibersegurança e autoridades eleitorais afirmam que esse cenário é improvável, pois os equipamentos de votação geralmente não estão conectados à internet.
As declarações de Mullin representam uma escalada na retórica do governo Trump. O secretário afirmou que funcionários eleitorais que não utilizarem as informações fornecidas pelo governo para garantir a segurança das eleições poderão ser responsabilizados por multas, penalidades ou prisão.

