O senador Rogério Marinho criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 30 dias. A medida, que permite apenas encontros médicos, fisioterapêuticos e com advogados, foi chamada por Marinho de “extravagante e inusitada”.
Marinho, líder da oposição no Senado, afirmou em nota que as restrições impostas às liberdades do ex-presidente são incompatíveis com os princípios do Estado Democrático de Direito. O senador declarou que, ao restringir a comunicação e impedir visitas de familiares, o ministro Alexandre de Moraes utiliza medidas judiciais como “instrumentos de silenciamento político”.
A suspensão das visitas ocorreu após Moraes rejeitar a alegação da defesa de Jair Bolsonaro de que o ex-mandatário não sabia que Flávio Bolsonaro leria uma carta na internet. O ministro considerou que o conteúdo do documento demonstra intenção de influenciar o processo eleitoral. A decisão não afeta Flávio Bolsonaro, que cumpre 90 dias de proibição de visitar o pai.
Além disso, Moraes impôs a proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições gerais de 2026. O ministro também rebateu a alegação de que as restrições causariam incomunicabilidade ao custodiado, afirmando que tal alegação é “patética”.

