A exclusão do petróleo brasileiro da nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos ajuda a preservar o fluxo de dólares para o país e reduz parte dos impactos econômicos das medidas comerciais, afirmou Pedro Galdi, analista da AGF, nesta sexta-feira (17).
Segundo o analista, a lista definitiva de tarifas ficou menos abrangente que o inicialmente cogitado, preservando produtos estratégicos para a pauta exportadora brasileira. Galdi explicou que a retirada do petróleo das sobretaxas reduz pressões sobre a balança comercial e sobre o mercado de câmbio, o que beneficia a Petrobras e torna o impacto da nova lista menos significativo.
A avaliação do analista indica que o efeito econômico é limitado porque as empresas tiveram tempo para reorganizar suas operações desde o início das discussões tarifárias. Companhias com presença internacional, como a WEG, conseguem reduzir ainda mais os impactos ao utilizar fábricas em outros países para suprir demandas.
Galdi comentou que a lista atingiu segmentos como vestuário, calçados e móveis, mas é muito menos extensa que o previsto. Ele afirmou que o impacto da medida é mais político do que financeiro, servindo como argumento em campanhas eleitorais, apesar de ser um fator desagradável para o comércio.

