A Agência Internacional de Energia (IEA) recomendou que governos criem ou ampliem reservas estratégicas de minerais críticos para mitigar riscos de paralisações em setores como automotivo, tecnologia e defesa. A medida visa proteger as cadeias produtivas contra restrições de exportação ou interrupções no fornecimento global.
O relatório Global Critical Minerals Outlook 2026, divulgado em 16 de julho, detalha que manter estoques de 11 grupos de materiais de alto risco custaria menos de US$ 900 milhões anuais aos países dependentes de importações do principal fornecedor mundial, a China. A formação inicial desses estoques, contudo, exigiria um investimento de cerca de US$ 9,2 bilhões em minerais, produtos processados e componentes.
A proposta prevê estoques equivalentes a um ano de importação do maior fornecedor de cada material, funcionando como mecanismo de resposta rápida. A IEA afirmou que tais reservas podem garantir o abastecimento enquanto se buscam novos fornecedores ou se aceleram projetos de mineração. A agência alertou que restrições chinesas às terras raras poderiam ameaçar até US$ 6,5 trilhões em produção industrial fora do país.
A IEA ressaltou que as reservas não eliminam a dependência estrutural das cadeias globais, nem substituem investimentos em refino e reciclagem. Materiais prioritários incluem grafite, lítio, cobalto e terras raras. Países como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul já mantêm estoques similares para segurança nacional.

