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Estudo aponta que adoçantes alteram bactérias intestinais

Carla Fernandes
Última atualização: 18 de julho de 2026 14:10
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, concluíram que adoçantes populares podem interferir no crescimento de bactérias que auxiliam na saúde intestinal. A pesquisa, publicada em revista científica, investigou como esses compostos artificiais influenciam o microbioma, especialmente quando misturados a substâncias de alimentos e medicamentos.

A equipe analisou 25 espécies de bactérias, expondo-as a 39 adoçantes comercialmente usados. Os resultados mostraram que cerca de três quartos dos adoçantes afetaram o crescimento de pelo menos uma espécie bacteriana. Vários deles reduziram ou interromperam o crescimento de microrganismos ligados à saúde digestiva e ao metabolismo.

Para simular o consumo real, os pesquisadores criaram uma comunidade microbiana sintética, combinando os adoçantes com substâncias como cafeína e oito medicamentos comuns. A autora principal do estudo, Sonja Blasche, disse que as combinações podem produzir efeitos não intencionais sobre o microbioma intestinal.

O efeito mais notável ocorreu com a união de isosteviol e duloxetina, um antidepressivo. Juntos, os compostos inibiram fortemente o crescimento de duas bactérias importantes. Os cientistas alertam que os achados são de laboratório e exigem novos estudos em seres humanos para confirmar relevância clínica.

TAGGED:adoçantesmedicamentosmicrobiomaNutriçãoPesquisa científicasaúde intestinal
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