O parlamento húngaro aprovou uma emenda constitucional que encerra o mandato do presidente, após o novo primeiro-ministro, Péter Magyar, exigir a renúncia do chefe de Estado. A medida foi votada por 139 a seis, enquanto o partido Fidesz boicotava a sessão.
Péter Magyar, novo primeiro-ministro, rotulou o presidente anterior como fantoche do partido Fidesz, liderado por Viktor Orbán. Após as eleições parlamentares de abril, Magyar solicitou a saída do presidente. Diante da recusa, o parlamento, que detém maioria constitucional de dois terços, aprovou o adendo, alegando que a sociedade perdeu a confiança na figura presidencial.
O presidente Sulyok declarou que a emenda representa um “honteiro exemplo histórico de abuso de poder político”, afirmando que os valores fundamentais da democracia húngara foram violados em nome de interesses políticos. O ex-primeiro-ministro Orbán também criticou a mudança, dizendo que “a tirania não é mais uma ameaça, mas uma realidade”.
A emenda constitucional também impõe limites ao mandato parlamentar a 12 anos e restaura a competência do Tribunal Constitucional para analisar leis orçamentárias. Além disso, prevê a criação de um novo órgão com poderes para combater a corrupção.

