O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, solicitou a libertação imediata de mais de 700 pessoas classificadas pelo governo norte-americano como ‘presos políticos’ em Cuba. Os detidos são opositores e manifestantes cubanos, segundo o governo dos EUA, que alegam detenção por motivos políticos.
A solicitação ocorre em meio à tensão entre os Estados Unidos e Cuba. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, comanda a ilha com apoio da estrutura política herdada da era dos irmãos Fidel e Raúl Castro. Rubio citou o caso de um ex-preso político, artista dissidente e líder do Movimento de San Isidro, que chegou aos EUA após anos de prisão.
O secretário afirmou que o ‘único crime’ do dissidente foi ‘recusar-se a ficar em silêncio e usar sua arte para exigir as liberdades básicas que foram negadas aos cubanos comuns por quase 7 décadas’. Rubio pediu que a comunidade internacional pare de ignorar as violações de direitos humanos cometidas pelo regime cubano.
A relação entre os países é marcada por pressão norte-americana. Os EUA impuseram sanções que bloquearam o envio de combustível para a ilha, resultando em apagões e colapso da rede elétrica cubana. O governo cubano, por sua vez, enfrenta grave crise econômica, com escassez de alimentos e medicamentos.

