Um ex-companheiro foi condenado a 18 anos de prisão por assassinato de uma profissional de saúde, após o desaparecimento dela em setembro de 2018. A condenação ocorreu mesmo sem que o corpo da vítima fosse localizado, baseada em provas indiretas de que o crime visava o patrimônio da mulher.
A profissional de saúde deixou seu posto no Centro de Cuidado Doubrava na Kolínsku em 23 de setembro de 2018. Ela foi vista pela última vez saindo do local em seu veículo, acompanhada pelo ex-companheiro. A família e colegas notaram que ela não havia planejado um desaparecimento, mantendo compromissos de trabalho e pessoais.
As investigações apontaram que o ex-companheiro havia preparado um contrato de compra do veículo da profissional de saúde com assinatura falsa antes do sumiço. Ele chegou a usar os documentos e cartões de pagamento dela e, logo depois, viajou para a Itália com uma nova parceira, apesar de os planos de viagem terem sido marcados para meses depois.
O caso se tornou complexo por faltar o corpo da vítima. Inicialmente, o ex-companheiro foi investigado por subtração de liberdade, roubo e falsificação de meios de pagamento. Contudo, o tribunal de apelação concluiu que todas as provas indicavam que a profissional de saúde foi assassinada pelo ex-parceiro com o objetivo de obter seus bens.

